O controle de estoque é uma ferramenta utilizada por empresas de diversos ramos e portes, que necessitam controlar o fluxo de materiais e mercadorias dentro do estabelecimento. O estoque de uma empresa é um bem tangível, mantido para venda ou uso próprio da empresa. A ideia principal acerca de controlar o estoque é geri-lo de forma que traga redução de custos e melhoria do atendimento de seus clientes. E para alcançar a excelência no controle de estoque, é necessário ter uma boa estratégia na previsão de demanda de vendas.

O controle de estoque vem assumindo um papel cada vez mais importante nas empresas brasileiras de comércio, principalmente devido ao momento econômico vivido pelo país. Um dos maiores riscos de uma empresa de comércio é prever uma demanda que pode não se concretizar. Isso acarretará em dinheiro parado dentro da empresa, num ativo que só se deprecia. Por outro lado, não ter o produto em estoque quando seu cliente precisa pode trazer um dano irreversível a sua marca.

Para todos os segmentos que comercializam produtos, o estoque é o “pulmão” da empresa. Por isso, alcançar a excelência no controle de estoque, no fim das contas, significa trazer lucro para a empresa, sem perder a qualidade de seu atendimento.

Utilizando as práticas de controle de estoque é possível uma se ter uma leitura referente ao giro e a lucratividade de cada produto, fazendo com que a tomada de decisão seja cada vez mais assertiva. Uma decisão de compra errada pode comprometer o capital de giro de uma empresa de forma definitiva. Num momento onde, segundo o SEBRAE, a maior causa de fechamento das empresas é devido a falta de capital, você não vai querer comprometer o dinheiro da sua empresa em um estoque parado, certo?

Práticas de controle de estoque

Os métodos e indicadores de controle de estoque deixam a empresa em posição de negociar com seus fornecedores, transportadores e clientes. Por conseguir enxergar dentro do próprio estoque produtos que possuem um ótimo movimento de venda, é possível chegar para uma negociação com um fornecedor munido de informações. Assim, pode prevenir erros comuns como comprar produtos com pouco giro, ainda que estejam em promoção junto ao fornecedor.

Método de curva ABC

Conhecido como curva ABC ou análise de Pareto, trata-se de um método comum utilizado por empresas para priorizar a tomada de decisão por grau de importância de cada item no estoque. A aplicação do método consiste em categorizar o estoque com o grau de importância sobre o faturamento da empresa, sendo ele semanal, mensal e anual.

O conceito chave da curva ABC é a identificação e execução da regra de 80/20, no qual 80% representam os produtos com mais importância em estoque classificados como A, e os 20% sendo os produtos B e C.

É importante ressaltar que os produtos de classificação C, representam uma parte menor no faturamento, porém são importantes no seu negócio, pois podem atender um determinado cliente e levá-lo aos de classificação A.

Método de Previsão de Demanda

Fundamental para equilíbrio de aquisições e planejamento de vendas, pois permite diversas formas de projetar o período seguinte, sendo estabelecido após análises de resultados passados para um bom prognóstico.

Existem algumas formas interessantes de trabalhar com previsão de demanda, auxiliando diretamente em tomada de decisão para o ano ou período do ano. Algumas delas são: Média Móvel, Período Sazonal, Suavização Exponencial.

  • Média Móvel

Para utilizar esse tipo de previsão, é necessário ter conhecimento sobre sua demanda e identificar se existe variação na execução das vendas. Sendo a demanda variável, pode ser feita a média móvel com base nos três últimos meses ou anos para projetar o próximo período.

  • Suavização Exponencial

A única diferença entre a suavização e a média é que para calcular, será adicionado um peso para o período levado em consideração, por exemplo: a avaliação feita com base nos últimos anos terá menos peso que a dos últimos meses.

  • Período Sazonal

Essa previsão é voltada para empresas que seu negócio seja extremamente sazonal adotando a análise diretamente referente ao período de crescimento ou declínio da demanda de anos anteriores para serem usados como base.

Just in time

Um velho conhecido estilo de gestão que prioriza o tratamento com o produto em estoque sendo ele com o mínimo possível, porém sem deixar faltar em estoque para atendimento da demanda. Por exemplo: Hoje em dia existem diversas empresas que procuram ter suas instalações próximas de seus fornecedores para reduzir o tempo de reposição das mercadorias que são utilizadas como matéria-prima ou para uma simples revenda, dessa forma, o estoque é reduzido e o cliente atendido o mais breve possível.

Cross-Docking

Muito utilizado por empresas do ramo de varejo para agilizar o seu tempo de entrega/reposição (Lead-Time), conseguindo uma redução considerável de tempo de estagnação do produto em estoque ou levando a zero a necessidade de estocagem.

Um exemplo: a empresa adquire um volume grande de um determinado produto e é transportado por uma carreta. Ao chegar nas dependências desta empresa, o produto é descarregado no estoque para abastecer diversos outros veículos de porte menor para ter uma entrega mais ágil e conseguir acessar locais onde uma carreta não pode trafegar.

Giro de estoque

Esse método é utilizado por pequenos e grandes varejistas para controlar as futuras aquisições de mercadorias, utilizando como base o próprio movimento de entrada e saída do estoque, estabelecendo um padrão para análises futuras. Pode ser usado de forma única, pós curva ABC ou inventário.

A ideia principal acerca de um bom giro de estoque é entender adequadamente sobre todo movimento do produto em estoque, considerando pontos de reposição de forma periódica ou anual. A intenção é ter uma análise direta do produto ou grupo de produtos (sortimento) para estabelecer um cálculo simples e retirar as informações necessárias.

Essas práticas de controle de estoque são utilizadas para gerir os produtos, reduzir custos e maximizar o atendimento ao mercado. Com elas o gestor consegue identificar os principais pontos de foco em relação ao seu mercado e projetar suas ações sem prejudicar o atendimento que cada produto proporciona para seus clientes, ajudando a negociação de todas as partes da cadeia, fazendo com que o mercado seja alcançado sem perder a qualidade e gerando mais competitividade com os concorrentes.

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COMENTÁRIOS

Existem 2 comente este post.

  • Muito objetivo este artigo e bem amplo o passar das idéias das operações logísticas. Desde o Cross, JIT, inbound/ outbound.

    Thyago Ramos - 27 de setembro de 2018 Responder
  • Muito bom o artigo!
    Muito bem escrito! Parabéns!

    Rodrigo - 27 de setembro de 2018 Responder

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