Se você trabalha em uma empresa que possui filiais conhece importância da emissão de NF-e de transferência. Embora seu preenchimento seja simples, há ocasiões em que podem surgir questionamentos e dúvidas.

Por isso, o profissional que trabalha com a emissão de NF-e de transferência precisa ter um bom controle dos processos internos da empresa. Isso garante que toda a movimentação de produto seja acompanhada de nota fiscal para evitar problemas futuros como multas, por exemplo.

Se você necessita emitir NF-e de transferência leia este artigo e não seja pego de surpresa nas fiscalizações.

Quando emitir a NF-e de transferência?

A NF-e de transferência é um documento fiscal que deve ser emitido na movimentação de mercadorias entre empresas que estiverem sob a mesma titularidade. Ou seja, em operações entre matrizes e filiais, bem como nas operações entre filiais de um mesmo empreendimento.

É importante deixar claro que a transferência não é venda. Isso porque os itens continuarão sob a mesma titularidade, portanto, não gera direito a crédito de PIS e COFINS quando envolverem despesas com fretes nas transferências.

Diante disso, confira as situações em que ela deve ser emitida:

  • para complementação de estoques;
  • envio de itens que compõem o ativo imobilizado;
  • envio de material para uso ou consumo.

Quais os pontos importantes da NF-e de transferência?

Nesse tipo de nota fiscal não há débito PIS, COFINS, IRPJ e CSLL para a empresa emissora. Tampouco há crédito dos respectivos impostos para o destinatário.

Porém, o cenário muda quando a situação envolver ICMS. Deverá haver o destaque deste imposto no respectivo documento. E como a competência para legislar sobre o imposto é dos estados, podem haver detalhes específicos para cada localidade.

Por isso é essencial que você tenha domínio sobre como a legislação da sua região aborda o ICMS.

Você sabe quais os CFOPs relacionados à emissão de NF-e de transferência para filial?

CFOP é a sigla para “Código Fiscal de Operações e Prestações”. Ele é usado para informar qual o tipo de operação será realizada com um determinado documento (notas fiscais, declarações etc.).

Alguns dos principais CFOPs envolvidos na emissão da NF-e de transferência são:

  • 5.151 – Transferência de produção do estabelecimento;
  • 5.152 – Transferência de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros;
  • 5.408 – Transferência de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária;
  • 5.409 – Transferência de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária;
  • 5.552 – Transferência de bem do ativo imobilizado;
  • 5.557 – Transferência de material de uso ou consumo;
  • 6.408 – Transferência de produção do estabelecimento em operação com produto sujeito ao regime de substituição tributária;
  • 6.409 – Transferência de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros em operação com mercadoria sujeita ao regime de substituição tributária;
  • 6.552 – Transferência de bem do ativo imobilizado;
  • 6.557 – Transferência de material de uso ou consumo.

Lembre-se! A autoridade fiscal pode penalizar as empresas que informem o CFOP incorreto na NF-e de transferência.

Qual é a base de cálculo do ICMS?

O cálculo e o destaque do ICMS deverão ser realizados de maneira similar ao que é indicado nas operações de venda.

Tratando-se de mercadorias para revenda, as empresas que possuem benefícios como redução da base de cálculo devem apurar seu imposto normalmente.

Em regimes de não-cumulatividade, em casos de NF-e transferências e se a empresa não for optante pelo Simples Nacional, o estabelecimento que receber a mercadoria poderá utilizar o crédito de ICMS destacado na nota normalmente.

Quando a NF-e transferência emitida for referente a operação com produtos destinados ao uso e ao consumo não haverá incidência de ICMS. O documento deverá ser emitido com CFOP próprio.

Como citado, o ICMS é um imposto cuja legislação está sob competência dos estados. Portanto, é necessário conhecimento aprofundado sobre aspectos legais deste imposto. Assim há menos risco de que pontos importantes sejam esquecidos.

É fundamental que sua empresa mantenha um bom diálogo com o seu contador e também possuir um sistema operacional eficiente. Isso garante a segurança na manipulação de informações e a rapidez dos procedimentos contábeis da empresa.

Quer saber como emitir sua NF-e transferência de maneira fácil e rápida? Converse com um dos nossos profissionais!

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COMENTÁRIOS

Existem 8 comente este post.

  • COMO COMTABILIZAR ESTA NOTAS DE TRANSFERENCIA ENTRE MATRIZ E FILIAL.
    NOTA TRANSFERENCIA DA MATRIZ PARA FILIAL.
    ESTA NOTA COMO DAR ENTRADA NA FILIAL.

    CESAR - 5 de julho de 2018 Responder
  • Olá Cesar.
    Dependendo do CFOP da saída, você vai usar de entrada correspondente. Se o da saída começar com 5, o da entrada começará com 1. Se o saída iniciar com 6, o da entrada iniciará com 2. O mais comum é:
    CFOP 1552 – Transferência de bem do ativo imobilizado.

    Eduardo Ferreira - 5 de julho de 2018 Responder
  • Devo utilizar o valor de aquisição para emissão da nf?

    Joana - 5 de julho de 2018 Responder
    • Olá, Joana.

      Você deve usar o valor de custo do produto no estoque, não o valor de saída. Qualquer dúvida, estamos à disposição!

      Priscilla Sales - 5 de julho de 2018 Responder
  • FAÇO SILAGEM EM UM ESTADO E PRECISO MANDAR PARA MINHA OUTRA PROPRIEDADE EM OUTRO ESTADO PRECISO RECOLHER ICMS NORMAL PARA MEU PRÓPRIO CONSUMO ?

    DARLEI - 5 de julho de 2018 Responder
    • Olá, Darlei.

      Quando a NF-e transferência emitida for referente a operação com produtos destinados ao uso e ao consumo não haverá incidência de ICMS. O documento deverá ser emitido com CFOP próprio, pois a nota de transferência tem incidência de ICMS sim, mas se você usar um CFOP de consumo não deve haver a incidência de impostos.

      Nesse caso, sugerimos que você verifique com a sua contabilidade, para saber se o produto realmente se encaixa como uso ou consumo.

      Priscilla Sales - 5 de julho de 2018 Responder
  • Prezados,
    Preciso realizar a transferência de alguns bens do ativo imobilizado (CFOP 5.552) e tenho uma dúvida quanto a escrituração do valor dos bens na NF. Que valor devo mencionar na NF? O Valor residual contábil? Se afirmativo, como proceder quando o bem foi 100% depreciado, ou seja, não há valor residual contábil?

    Bruno Traqueia - 5 de julho de 2018 Responder
    • Olá, Bruno. Nesse caso de valores de bens imobilizados é bom verificar com a sua contabilidade qual a maneira correta de acordo com os processos da sua empresa.

      Priscilla Sales - 5 de julho de 2018 Responder

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