Erros cometidos em emissão de nota fiscal de importação são os fatores principais para que a escrituração de uma empresa não seja adequada e acabe trazendo riscos para suas operações. Seja como consequência da falta de emissão do documento ou mesmo com impossibilidade de efetivar a compra.

Neste artigo, vamos relacionar sete erros que mais ocorrem na emissão de nota fiscal de importação.

Erro 1 – Cálculo incorreto do valor da NF-e de entrada

Uma nota fiscal de importação deve conter todos os dados necessários à fiscalização. Entre esses, temos o preço faturado pelo fornecedor, que deve ser exatamente igual ao da fatura comercial.

Contudo, podem ocorrer divergências entre ambos e a empresa estará sujeita a multas e problemas quanto a suas operações.

Tais erros podem ser facilmente identificados e, sem dúvidas, devem ser evitados, por meio de conferência no processo de importação. Assim, a emissão de NF-e estará totalmente adequada e o processo será finalizado satisfatoriamente.

Erro 2 – Valor do produto indevido, por causa de conversão errada de moedas

Um erro muito comum em emissão de nota fiscal de importação é a conversão de valores de moeda estrangeira para o Real.

Principalmente, pela variedade de moedas e a possibilidade de se confundir as taxas de conversão para a moeda nacional – seja no caso da cotação do dia, ou de uma data específica de pagamento.

Pode ocorrer uma compra de fornecedor europeu que trabalhe com o Euro, para caso de países da União Europeia, ou outra moeda como Libra ou Franco Suíço etc.

Isso pode trazer complicações extras na hora de conversão; por representar um fator de atenção maior na totalização da importância paga pela empresa. Só assim, a nota fiscal será emitida com precisão.

Podem ocorrer ainda situações em que o valor da mercadoria seja feito em uma moeda local e o valor do frete em Dólar, representando maior risco de divergência nos valores. Atenção aos detalhes é fundamental!

Erro 3 – Digitação com inconsistências

Erros de digitação são bastante comuns e impactam diretamente na correção de valores e dados da nota fiscal, podendo expor a empresa a problemas diversos, indo desde registros incorretos de contabilidade até autuações e sanções legais.

Dentro desse tipo de erro, está a digitação de valores incorretos por posicionar a vírgula de forma errada, gerando, muitas vezes, um valor superior ou inferior àquele da compra.

Identifica-se esse tipo de erro também em quantidades, principalmente se corresponder a pesos.

Erro 4 – Dados de importação incorretos

Informar adições de itens de forma incorreta é um erro comum e deve sofrer conferência em tempo real à emissão da NF-e, que precisa representar exatamente o que consta da Declaração de Importação – DI.

Erro 5 – Classificação discrepante dos materiais adquiridos

Informar a classificação fiscal correta do material adquirido, conforme o código constante na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), por exemplo, permite o cálculo exato dos impostos incidentes, evitando autuações fiscais, ocasionadas por erros em seu preenchimento.

Esse tipo de erro pode atrasar a entrada física da mercadoria no estabelecimento importador, causando prejuízos para a empresa.

Considerações finais sobre erros em nota fiscal de importação

Estes erros são os mais comuns ao se emitir nota fiscal de importação. Porém, podem ocorrer outras situações que venham a expor sua empresa a riscos de autuações e dano de imagem junto ao fisco.

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COMENTÁRIOS

Existem 2 comente este post.

  • Pesos divergentes nos campos de peso líquido e bruto são passíveis de multa?

    Regina - 16 de fevereiro de 2018 Responder
    • Olá Regina.

      Essa divergência, se detectada antes da mercadoria embarcar para o Brasil, não gera grandes problemas. Caso contrário, se esta diferença de peso for significativa, será inserido um alerta de divergência de peso, e isso poderá gerar atraso no despacho e aumento do custo da operação (armazenagem). Dependendo do recinto alfandegário, a carga pode ser direcionada para o canal vermelho ou amarelo.

      Eduardo Ferreira - 16 de fevereiro de 2018 Responder

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