A melhor forma de economizar e se manter em um mercado cada vez mais competitivo e volátil é importar. A prática de importação vem crescendo a cada dia, impulsionada principalmente pela velocidade de comunicação e pela facilidade de estabelecer acordos de comércio entre os países.

No entanto, é comum surgir algumas dúvidas no processo de emissão de notas fiscais de importação, atualmente emitida de forma eletrônica; chamada de Nota Fiscal Eletrônica – NFe. Isso por que, toda pessoa jurídica que promova a importação de produtos de correntes de outros países, mesmo que em caráter esporádico, está obrigado a arcar com os custos pertinentes à importação, por exemplo, o ICMS que deve ser pago até o momento do desembaraço aduaneiro.

Mas estamos aqui para ajudar seu negócio a sanar as principais dúvidas. Vejamos 4 perguntas frequentes sobre Notas Fiscais de Importação. Acompanhe:

1. O que são Notas Fiscais de Importação?

As Notas Fiscais de Importação ou Nota Fiscal de entrada de importação é o documento fiscal que formaliza o processo de entrada de mercadorias dentro do território nacional.  A emissão das notas fiscais de importação é feita pelo importador, levando em consideração as informações de Declaração de Importação (DI).

As notas fiscais de importação são documentos que habilitam as mercadorias de transitar dentro do país. De maneira simplista, são emitidas após o desembaraço aduaneiro das mercadorias e antes do carregamento.

É importante destacar que como as notas fiscais de importação são documentos internos, não devendo ser enviada ao exportador.

2. Quais são os valores que devem constar na nota fiscal de importação?

Para cada mercadoria importada e que conste na nota fiscal é necessário preencher uma série de informações refentes aos tributos e taxas referentes à importação. Entre alguns valores que devem constar se destacam:

CFOP:  tipo de operação fiscal, que deve ser específico para a operação de importação. Na dúvida, consulte o contador.

Valor total: consiste na soma do valor aduaneiro acrescido do valor do Imposto de Importação (II).

Valor Unitário: consiste na divisão do valor total pela quantidade de mercadorias importadas.

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Além das informações anteriores, também devem constar os seguintes tributos:

IPI

Todo processo de importação deve pagar o Imposto sobre produtos Industrializados – IPI e, consequentemente, todo produto importado também é tributado pelo IPI, conforme valores estabelecidos na Tabela de Incidência do IPI, a TIPI.

O IPI é um imposto cobrado assim que o produto chega ao país, sendo destacado e calculado na Declaração de Importação (D.I). Assim, o valor do IPI vem destacado na nota fiscal de entrada emitida na data de entrada da mercadoria no estabelecimento do importador.

ICMS

O Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) é uma das obrigações tributárias que faz parte do rol de pagamento de muitas empresas importadoras.

O ICMS é uma das cobranças que recaí sobre importadores. Neste caso, o fato gerador é o desembaraço aduaneiro de mercadorias e de bens importados, no qual incide sobre o valor de tais produtos importados e/ou serviços prestados no exterior.

De maneira geral, a alíquota e o recolhimento do ICMS é devido aos estados e ao Distrito Federal, que estabelecem regras específicas. Isso significa que o imposto recaí sobre o estado onde está localizada a empresa do importados, bem ou serviço.

PIS

Como regra geral, a alíquota de produtos importados do PIS é de 2,1% e da COFINS é de 9,65%. No entanto, há exceção: certos produtos podem ter cobranças diferenciadas.

É importante destacar que as alíquotas do PIS e da COFINS importação incidem sobre o valor aduaneiro da mercadoria.

II

A alíquota do Imposto de Importação – II, depende do tipo de mercadoria importada, ou seja, pode variar de zero até 35%. O importador deve ficar atento a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) para saber qual alíquota aplicar.

Para importadores, ainda é possível obter isenção do II conforme acordo estabelecido com países do Mercosul. Para isso, é preciso importar produtos que façam parte de qualquer país-membro do bloco econômico. No entanto, é preciso ficar atento a uma exceção: cada país elabora sua própria lista de isenções, isto é, uma lista de produtos que serão taxados.

3. O que acontece se eu não emitir a nota fiscal de importação?

Todo empreendedor que trabalha com produtos importados sabe que precisa emitir a nota fiscal de importação. Apesar de ser uma tarefa burocrática é um procedimento que “livra” o negócio de ser autuado e multado.

O processo de emissão de notas fiscais de importação é algo complexo, devendo o empreendedor ficar atento a algumas importantes informações:

  • adote um sistema especializado para a emissão de nota fiscal de importação;
  • a nota deve ser preenchida em português e com o valor da mercadoria em reais, contendo todos os dados dobre os documentos de embarque, o número de registro da DI e despesas extras;
  • a nota fiscal de importação não deve ser enviada ao exportador;
  • para o transporte da mercadoria importada é utilizado o Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica (DANFE).

A não emissão da nota fiscal de importação representa sonegação fiscal, enquadrando-se como crime, inclusive com sérias consequências penais.

O valor da multa pode chegar a 20% sobre o valor informado de forma fraudulenta a fim de pagar menos tributos mais os juros moratórios, isso no caso de contribuintes que se dão conta do erro e comunicam ao Fisco.

Caso o equívoco seja constatado pela própria autoridade de fiscalização, a multa sobe para 75% do valor sonegado, também acompanhados de juros.

A dica é que, para evitar esse e demais problemas advindos de equívocos relacionados á emissão de Nota Fiscais de importação, use a tecnologia a seu favor. Adotar um sistema especializado em Nota Fiscal de importação ajuda a garantir que esse processo seja executado de forma correta, segura e ágil.

4. Pis e Cofins de importação podem ser recuperados por empresas?

Importadores podem requerer a restituição ou a compensação de valores de PIS e da COFINS importação. Contudo, a restituição não será automática, sendo analisado cada caso com todas as suas especificidades.

Vale destacar que operações de importação que foram realizadas entre 2011 e 2013 podem ser restituídos, período no qual a base de cálculo destes impostos foi considerada irregular pelo Supremo Tribunal Federal. Ou seja, a cobrança era feita em cascata – um imposto incidindo sobre o outro.

Nosso post foi útil? Ficou com alguma dúvida sobre notas fiscais de importação? Deixe seu comentário nos campos abaixo. Estaremos esperando sua contribuição!

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